Companhias aéreas dos EUA celebram retorno dos passageiros, apesar da variante Delta

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Aeroportos voltam a recuperar o ritmo e o faturamento das grandes companhias aéreas cresceu fortemente em comparação a 2020 no segundo trimestre. As companhias aéreas americanas celebram o retorno de seus passageiros, que parecem não se preocupar com a variante Delta do coronavírus, e começaram a recontratar e comprar aviões devido à previsão de aumento da demanda.
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O tráfego aéreo ainda não voltou à normalidade: o número de passageiros continua entre 15% e 25% abaixo de 2019 nesta mesma época do ano, segundo a Agência de Segurança nos Transportes (TSA).
No entanto, os aeroportos voltam a recuperar o ritmo e o faturamento das grandes companhias aéreas cresceu fortemente em comparação a 2020 no segundo trimestre: se multiplicou por cinco no caso da American Airlines e por quatro para United e Southwest, com bases comparativas muito baixas devido ao efeito da pandemia sobre o setor no ano passado.
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Com o auxílio dos governos, as finanças dessas empresas melhoraram e Delta, American e Southwest obtiveram lucros líquidos no segundo trimestre do ano.
Os diretores se mostram otimistas, apesar do avanço incontrolável da variante Delta da covid no mundo e seu potencial impacto sobre a economia. Tanto a Southwest como Delta e United afirmam que a variante não gerou efeito sobre suas reservas.
“É possível que haja uma reversão temporária na reabertura da economia, mas considerando os dados e as vacinas, a probabilidade parece bem fraca”, afirmou na quarta-feira o diretor da United, Scott Kirby.
Viagens a negócios
“Os líderes das companhias aéreas afirmaram nos últimos meses que a situação estava melhorando. A diferença desta vez é que mostram que estão dispostos a investir”, destacou Peter McNally, da consultora Third Bridge.
“Durante 12 a 15 meses, eles só buscavam levantar capital, economizar caixa. Agora compram aviões, estão contratando”, explicou.
A United anunciou, no final de junho, sua intenção de comprar 270 aviões, seu maior pedido de aparelhos deste tipo. Já a American, além de recontratar 3.000 pessoas, contratou 3.500 novos funcionários desde o início do ano e planeja recrutar 350 pilotos em 2021 e 1.000 em 2022.
Os turistas dos Estados Unidos voltaram a viajar e as viagens de negócios são retomadas progressivamente, mais rápido que o esperado pelas companhias.
O segmento “business”, particularmente lucrativo, registrou no primeiro trimestre apenas 22% da atividade que teve no mesmo período de 2019; atualmente, alcança 44% na comparação trimestral, destacou o presidente da American Airlines, Doug Parker, na CNBC nesta quinta-feira.
As reuniões por Zoom “não farão as viagens a negócios desaparecerem”, afirmou McNally, da Third Bridge.
“Talvez os trajetos inúteis, como uma ida e volta de um presidente de uma empresa à Europa para um almoço, não sejam aceitos. Mas o restante das viagens de negócios será retomado, principalmente com a reativação da economia”, estimou.
A incógnita agora se volta para as viagens internacionais turísticas.
“Toda vez que as restrições são levantadas” em um país, “registramos um aumento rápido e espetacular das reservas, o que comprova que há uma importante demanda contida de viagens internacionais”, destacou o responsável da American Airlines, Robert Isom, nesta quinta-feira.
Escassez de pilotos?
Diante do aumento da atividade, assim como outros setores, a aviação comercial encontra dificuldades para conseguir equipe.
“Em alguns aeroportos, estamos com falta de pessoal”, admitiu o presidente da Southwest, Gary Kelly, na CNBC.
Para McNally, há agora uma dificuldade para contratar pilotos. “As empresas estão todas tentando contratar mais pessoas ou fazer com que os funcionários antigos voltem”, explicou.
Mas muitos se aposentaram pela idade ou por incentivos financeiros propostos no ano passado quando as empresas buscavam economizar.

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