Amazon, Google, GM: centenas de empresas se opõem a leis que dificultam votação nos EUA

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Reação ocorre após a Geórgia, estado chave na disputa eleitoral em 2020, aprovar uma lei que endurece regras eleitorais. Republicanos têm se esforçado para mudar a legislação em quase todos os estados. Manifestante protesta contra mudança na legislação eleitoral do estado americano da Geórgia nesta quinta-feira (25): ‘Como vocês dormem à noite?’
Alyssa Pointer/Atlanta Journal-Constitution via AP
Centenas de empresas se uniram nos Estados Unidos para se opor a leis que tem sido aprovadas em estados para restringir o direito ao voto, em um movimento que tem ganhado força nos últimos dias.
Entre as companhias estão as gigantes Amazon, Google e GM, além de Netflix, Starbucks, BlackRock e até o megainvestidor Warren Buffett, que se juntaram na maior demonstração até agora contra as mudanças.
A medida ocorre após a Geórgia, estado chave na disputa eleitoral em 2020, aprovar uma lei que endurece regras eleitorais. A mudança foi aprovada pelo Congresso estadual, controlado por republicanos, e assinada pelo governador Brian Kemp, que é do mesmo partido.
As principais mudanças foram nas regras da votação por correio, usada por mais de 1,3 milhão de eleitores do estado em novembro, quando o atual presidente americano, Joe Biden, venceu o então candidato à reeleição, Donald Trump.
Biden foi a o primeiro democrata a vencer na Geórgia desde Bill Clinton, em 1992. Foram necessárias duas recontagens de votos, e Trump chegou a pressionar as autoridades do estado, que também são do Partido Republicano, a “encontrar votos”.
Eleitores entram em centro de votação em Dawnville, Georgia, em 5 de novembro de 2020
Matt Hamilton/Chattanooga Times Free Press via AP
Os republicanos têm se esforçado para promulgar novas regras eleitorais em quase todos os estados com o apoio de Trump e pedem que as empresas fiquem fora da política.
Mas companhias e executivos seguem se manifestando contra e assinaram um comunicado nesta quarta-feira (14) se opondo a “qualquer legislação discriminatória” que torne mais difícil que os americanos votem.
Segundo o jornal “The New York Times”, a declaração foi organizada por Kenneth Chenault, ex-presidente-executivo da American Express, e Kenneth Frazier, presidente-executivo da farmacêutica Merck.
O comunicado foi divulgado em anúncios no “NYT” e também no “The Washington Post”, principal jornal da capital americana, Washington D.C..
Chenault e Frazier lideraram um grupo de executivos negros que já haviam pedido, no mês passado, que as empresas se envolvessem mais na oposição a legislações em todo o país semelhantes à aprovada na Geórgia.
“Deve ficar claro que existe um apoio esmagador na América corporativa ao princípio dos direitos de voto”, afirma Chenault.
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