Celular intermediário premium: g1 testa quatro smartphones na faixa de R$ 3.000

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Eles beiram os modelos topo de linha, com baterias que duram mais, design mais arrojado e câmeras de boa qualidade. Veja comparação entre Motorola, Realme, Samsung e Xiaomi. Smartphones: g1 testa modelos intermediários premium
Smartphones intermediários premium são uma categoria de celulares que vai além do básico. Eles têm baterias que duram mais, design mais arrojado e câmeras que beiram os modelos mais caros, topo de linha.
O g1 testou quatro modelos intermediários premium lançados em 2021, todos com sistema Android (mais popular no mundo).
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No meio de novembro, os preços médios dos smartphones testados começavam em R$ 2.600 e iam até R$ 3.000. Acima disso já seria categoria premium ou topo de linha — é o grupo dos iPhones.
Se quiser conhecer os intermediários que custam cerca de R$ 2.000, clique aqui.
Os intermediários premium ainda têm algo que os aparelhos topo de linha não oferecem mais: entrada para fones de ouvido padrão P2/3,5mm. Mas só o modelo da Motorola veio com fones na caixa.
Foram testados os seguintes celulares (veja mais detalhes sobre a seleção ao fim da reportagem):
Motorola Moto G60
Realme 8 Pro
Samsung Galaxy A72
Xiaomi Redmi Note 10s
O que eles têm em comum:
Telas entre 6,4 e 6,8 polegadas
128 GB de armazenamento interno
Câmeras de 64 ou 108 megapixels
Muita memória RAM: 6 GB ou 8 GB
Foram avaliados desempenho, câmeras, duração da bateria, design e custo-benefício (leia mais sobre como foram feitos os testes ao fim da reportagem).
Veja como cada um se saiu.
Ficha Técnica: Motorola Moto G60
g1
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Desempenho
Nos testes de performance (veja como são ao fim da reportagem), o Motorola Moto G60 foi o segundo aparelho mais rápido nos testes de desempenho, atrás do Samsung Galaxy A72.
A experiência de uso é fluida e constante, sem travamentos. A tela de 6,8 polegadas — a maior entre os testados — tem taxa de atualização de 120 Hz, o que ajuda a dar a impressão de maior velocidade ao usar.
Motorola Moto G60
Marcelo Brandt/g1
Na avaliação gráfica, que simula como o smartphone lida com vídeos/games com muitos quadros por segundo, o Moto G60 liderou o placar, mostrando que pode rodar jogos de maneira razoável e sem travamentos. Foi seguido de perto pelo Galaxy A72 e pelo Realme 8 Pro.
Câmera
Com 108 megapixels, traz resultados bons se a iluminação da cena estiver boa. Os resultados noturnos são mistos, com fotos muito boas e ruins.
A segunda câmera é um sensor de 8 mp, que serve tanto para tirar fotos com uma lente grande angular e que serve também para macrofotografia, capturando imagens muito de perto.
Celulares intermediários premium: Realme 8 Pro tem mais contraste, Galaxy A72 melhor balanço de cores
Henrique Martin/g1
As fotos com a grande angular, que amplia o campo de visão do fotógrafo, empolgam, mas seguimos com críticas às fotos macro da maioria dos smartphones intermediários e intermediários premium avaliados.
Essas câmeras macro têm pouca resolução e, quando vistas em uma tela maior, perdem qualidade.
A câmera frontal tem 32 mp e produz bons resultados, sem filtros de beleza que alisam a pele, e um bom modo retrato com fundo desfocado.
Bateria
O Moto G60 bateu 14h53 de uso estimado da bateria, o maior resultado entre os quatro aparelhos. Ele tem a maior capacidade de carga também (6.000 mAH).
Isso não significa que, após quase 15 horas fora da tomada, o smartphone vai descarregar por completo, mas dá uma ideia geral de quanto tempo ela pode durar.
O Moto G60 foi seguido de perto pelo Realme 8 Pro, que chegou a 14h51 e tem uma bateria de 5.000 mAH.
Realme 8 Pro: ficha técnica
g1
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Desempenho
Terceiro modelo mais rápido nos testes de desempenho, o Realme 8 Pro foi ultrapassado pelo Galaxy A72 e pelo Moto G60, mesmo tendo mais memória RAM (8 GB) do que seus concorrentes (6 GB) e o mesmo processador que o Galaxy A72, um Qualcomm Snapdragon 720G.
Aqui temos um culpado: a otimização do sistema Android, que nem sempre vai funcionar a favor de quem tem mais RAM. Na prática, quanto mais memória RAM, mais rápido o uso do smartphone vai ser, com menos travamentos.
Nos testes gráficos, que tentam mostrar como é jogar no smartphone, o Realme 8 Pro ficou em terceiro lugar. Mas ficou perto dos resultados do Moto G60 e do Galaxy A72.
Realme 8 Pro
Marcelo Brandt/g1
Câmera
O Realme 8 Pro tem uma câmera quádrupla na sua parte traseira, com uma lente de 108 megapixels principal, uma grande angular de 8 mp e uma macro de 2 mp. O quarto elemento é um sensor de profundidade, que ajuda a tirar fotos em modo retrato, com fundo desfocado.
Os resultados são muito bons, tanto de dia como à noite. As imagens ficam bastante nítidas e com muitos detalhes. A lente grande angular faz uma boa diferença ao ampliar a cena.
Celulares intermediários premium: Teste com a câmera grande angular
Henrique Martin/g1
A câmera frontal tem 16 megapixels e não é tão boa como a traseira. Além disso, já vem com filtros de embelezamento ativados. Isso afeta a imagem, criando um efeito artificial e falso.
Bateria
A bateria do Realme 8 Pro bateu 14h51 de estimativa de duração. Para um smartphone com capacidade de carga de 4.500 mAH, ficou apenas dois minutos atrás do Moto G60, que tem bateria de 6.000 mAH.
Mas isso não é o mais interessante nesse quesito. O smartphone vem com um carregador com potência de 65W, quase o dobro do carregador do Xiaomi Redmi Note 10s, que tem 33W.
E ele a carrega bateria do Realme 8 Pro de forma muito rápida. Ao encerrar o teste de bateria, com 20% de carga restante, o carregador de 65W entrou em ação. Meia hora depois, o smartphone já estava com 98% de carga restante, pronto para uso.
Samsung Galaxy A72: ficha técnica
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Desempenho
Nos testes de performance, o Samsung Galaxy A72 ficou em primeiro lugar, sendo o modelo mais rápido. Foi seguido pelo Moto G60 e Realme 8 Pro.
Nas avaliações gráficas, que medem como o smartphone lida com games e vídeo, o Galaxy A72 ficou muito perto do Moto G60, mas acabou em segundo lugar.
Samsung Galaxy A72
Marcelo Brandt/g1
Câmera
As câmeras do Samsung Galaxy A72 são as melhores entre os quatro aparelhos testados pelo g1.
A fabricante usa um módulo muito parecido com o do Galaxy A52 5G, com 64 megapixels na câmera principal, uma ultragrande angular de 12 mp e uma lente macro de 5 mp. A câmera traz ainda um sensor de profundidade, para ajudar a desfocar o fundo em fotos do tipo retrato.
As fotos com a câmera principal são excelentes, com imagens noturnas que parecem dia de tão claras e nítidas. Isso ocorre por dois motivos: o A72 tem estabilização óptica de imagem, que reduz as fotos tremidas, e uma lente pronta para tirar fotos com mais luz que os concorrentes.
E, como no Galaxy A52 5G, vem com um recurso especial de smartphones topo de linha, o modo “Single Take”. Ele tira fotos e cria vídeos de forma simultânea.
Em um beco escuro, alguns smartphones enxergam melhor que outros – como o Galaxy A72, da Samsung
Henrique Martin/g1
Isso é bastante útil em momentos como a hora do parabéns em uma festa de aniversário, já que deixa o dono do smartphone fazer várias coisas ao mesmo tempo com um resultado em foto e vídeo, sem perder detalhes.
A câmera frontal tira selfies em 32 megapixels e, além do modo “Single Take”, também traz o modo “Diversão do Snap” presente no Galaxy A32 5G. Esse modo usa filtros da rede social Snap (ex-Snapchat) para criar efeitos divertidos na imagem.
Bateria
A duração de bateria é um fator deixa a desejar um pouco no Galaxy A72. Enquanto seus concorrentes passaram de 14 horas de uso estimado, o Samsung bateu 12h48 – ou mais de uma hora a menos que o Xiaomi Redmi Note 10S, terceiro colocado.
Ficha técnica: Xiaomi Redmi Note 10s
g1
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Desempenho
O Xiaomi Redmi Note 10s rodou sem problemas os testes de desempenho, ficando em terceiro lugar na frente do Realme 8 Pro e pouco atrás do Moto G60.
Mas, durante os testes de desempenho gráfico, o Redmi Note 10s mostrou uma mensagem que, apesar de ter permitido instalar o aplicativo de testes (3D Mark), não deixava o app baixar atualizações.
E não rodou nenhum teste de desempenho gráfico, sempre com a mesma mensagem de que “alguns dispositivos bloqueiam conexões on-line de aplicativos de testes”. Desse modo, a performance gráfica do Redmi Note 10s não foi avaliada.
Xiaomi Redmi Note 10s
Marcelo Brandt/g1
Câmera
Com uma câmera principal de 64 megapixels, uma lente grande angular com sensor de 8 mp e mais duas de 2 megapixels (macro e teleobjetiva, para dar zoom), o Redmi Note 10s tira boas fotos.
As imagens ficam claras e nítidas durante o dia, mas o desempenho à noite foi razoável, com fotos um pouco granuladas e com contraste ruim.
A adição de uma grande angular é um recurso muito bem-vindo, mesmo com uma resolução menor nessa câmera.
Celulares intermediários premium: fotos em modo noturno
Henrique Martin/g1
A câmera frontal tem 13 mp e veio com filtros de embelezamento ativados. Os resultados foram medianos também, com a luz estourando um pouco no fundo em algumas fotos. Porém, em modo retrato, com o fundo desfocado, as imagens ficaram melhores.
Bateria
Nos testes de duração estimada de bateria, o Redmi Note 10s ficou em terceiro lugar, com 14h02, atrás do Moto G60 e do Realme 8 Pro, que também passaram de 14 horas de uso estimadas. Ou uma hora a mais à frente do Samsung Galaxy A72.
Conclusão
DESTAQUE NO CUSTO-BENEFÍCIO: os quatro smartphones têm configurações e preços muito similares, além dos resultados serem muito próximos. Aqui, os quatro aparelhos merecem consideração.
Os preços consultados nas lojas on-line na segunda quinzena de novembro iam de R$ 2.600 a R$ 3.000.
DESTAQUE NO DESIGN: O Xiaomi Redmi Note 10s tem o melhor design, com um acabamento mais casual. A traseira tem um gradiente de azul metálico que se torna prateado aos poucos em direção à câmera traseira.
QUASE UM PREMIUM: O Samsung Galaxy A72 é o aparelho para quem procura um smartphone lá no topo de linha, pelos recursos de câmera e o ótimo desempenho.
SEM GASTAR DEMAIS: A opção mais econômica, porém, vai para o Moto G60, que tem a maior bateria e o menor preço consultado, na faixa dos R$ 2.600.
Como foram feitos os testes
O g1 selecionou smartphones na categoria intermediária das principais do mercado brasileiro, com sistema Android e que tivessem sido lançados neste ano. Nesta lista, todos tinham preços médios abaixo de R$ 3.000 na segunda quinzena de novembro.
Os que eram compatíveis com 5G foram avaliados à parte. Os demais foram divididos entre intermediários e intermediários premium.
Os produtos foram cedidos em caráter de teste e serão devolvidos.
Para os testes de desempenho, foram utilizados dois aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark.
Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. No caso dos avaliados, só o da Motorola permite ajuste manual com porcentagem. Eles serviram de base para o ajuste dos demais.
Para chegar ao brilho correto, as telas foram comparadas lado a lado. A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou até chegar ao final da carga. Em alguns casos, ele precisou ser refeito porque o app travou – isso pode acontecer com a chegada de uma notificação, por exemplo.
Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos.
O resultado é uma estimativa de quanto aquela bateria pode durar longe da tomada. Na prática o número da vida real pode ser distinto, já que não usamos o telefone da forma intensiva o tempo todo.
Para os testes de câmera, foram feitas fotos dentro de casa e na rua (quando possível), com várias mudanças de iluminação em cenários similares para poder comparar as imagens.
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