Telegram: as opções de segurança e privacidade que você precisa conhecer

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Aplicativo de mensagens tem crescido e já foi alvo de polêmica com vazamento de chats. Entenda as características e aprenda a deixá-lo mais seguro Telegram, aplicativo de mensagens
Divulgação/Telegram
Vira e mexe o aplicativo de mensagens Telegram se torna um dos assuntos mais comentados da internet, principalmente quando o seu principal concorrente, o WhatsApp, sai do ar – como aconteceu no início de outubro.
A troca de mensagens e os recursos gerais do Telegram são bastante parecidos com aqueles que estão no WhatsApp.
Mas ele é seguro? Também é vulnerável aos golpes recorrentes que acontecem no concorrente?
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Existem diferenças na forma com que o Telegram lida com a criptografia, tecnologia que embaralha o conteúdo dos chats e impede que outras pessoas o vejam sem autorização, e com o backup e acesso das mensagens em mais de um aparelho.
Veja abaixo dicas para deixar o app mais seguro:
Entendendo a segurança das conversas
Como ativar o chat secreto
Coloque uma senha (autenticação de dois fatores)
Privacidade no Telegram
1) Entendendo a segurança das conversas
As conversas comuns no Telegram não são criptogradas de ponta a ponta, como acontece no WhatsApp.
Essa tecnologia embaralha o conteúdo dos chats para que somente as pessoas que participam da conversa possam visualizá-lo, graças a uma chave que cada um tem.
Nos chats convencionais do Telegram há criptografia, mas ela não é do tipo “ponta a ponta” (existe uma forma de ativar essa tecnologia no app, veja a seguir). Na verdade, ela acontece na conexão com os servidores da empresa.
A empresa promete que mensagens de texto, fotos, vídeos e outros materiais compartilhados não podem ser decifrados se forem interceptados.
O aplicativo optou por essa abordagem para ter um backup em “tempo real” das conversas e permitir que diversos aparelhos se conectem na mesma conta ao mesmo tempo.
Por isso, é possível acessar o Telegram pelo computador mesmo que o seu celular esteja sem internet, por exemplo. No caso do WhatsApp Web, é preciso que o telefone esteja ligado e conectado o tempo todo.
Apesar disso, o aplicativo oferece a opção de ativar a criptografia de ponta a ponta – isso precisa ser feito manualmente em cada conversa por meio do recurso “chats secretos”.
2) Como ativar o chat secreto
Essas mensagens não serão enviadas ao servidor do Telegram, não terão um “backup” e seu histórico não poderá ser acessado pelo computador ou outro celular, por exemplo.
Se você trocar de celular ou alguém consiga clonar sua conta, elas também não serão recuperadas.
Abra o Telegram e selecione a conversa que deseja tornar secreta;
Toque no nome da pessoa, no topo do aplicativo;
Na página de informações do contato, toque no ícone dos três pontinhos (fica perto da foto do contato);
Escolha a opção “Iniciar Chat Secreto”
Telegram: passo a passo para ativar os chats secretos
Reprodução
Ao tocar novamente no nome da pessoa dentro do chat secreto, é possível ativar o recurso “timer de autodestruição”, que apaga a mensagem após a pessoa ler.
As opções variam de 1 a 30 segundos, 1 minuto, 1 hora, 1 dia ou 1 semana. Quando fica desativado, as mensagens não são apagadas automaticamente.
Os chats secretos também impedem que os participantes tirem prints (capturas de tela), mas isso pode ser burlado fotografando o celular ou por outros métodos.
3) Coloque uma senha (autenticação de dois fatores)
Ao criar uma nova conta no Telegram ou ao fazer o login em um novo celular, a empresa envia um código de confirmação por SMS para te deixar entrar – o WhatsApp utiliza esse mesmo mecanismo.
Esse método, embora seja utilizado por vários apps, não é seguro o suficiente em alguns casos.
Se um golpista conseguir clonar o número de telefone de uma pessoa, ele poderá acessar todo o histórico de conversas e tentar aplicar golpes – há também criminosos que ligam para as pessoas e as convencem a informar o código do SMS sem que elas percebam.
A autenticação de dois fatores exige uma senha a mais, solicitada após o SMS. É essencial ativar o recurso para evitar golpes e vazamentos de mensagens. Veja como fazer:
Abra o Telegram e navegue até o menu de configurações;
Toque no menu “Privacidade e Segurança”;
Escolha a opção “Autenticação em duas etapas”;
Configure uma senha
Telegram: passo a passo para ativar a autenticação em dois fatores
Reprodução
Esse recurso também está disponível no WhatsApp e é uma das grandes armas para evitar a clonagem da conta – aprenda aqui como ativar.
A opção pode evitar que um hacker acesse o histórico de mensagens caso tente clonar o aplicativo. Procuradores da Lava Jato e o então ministro Sérgio Moro tiveram chats vazados em 2019 justamente por não terem ativado a autenticação em dois fatores na época.
Na ocasião, o hacker usou uma brecha que enviava o código de autenticação por telefonema e o interceptou (entenda mais aqui). Desde então, o Telegram reforçou sua segurança para se proteger ataques de invasão à caixa postal.
4) Privacidade no Telegram
As conversas do Telegram ficam guardadas nos servidores da empresa (com criptografia) o que pode acender um alerta para algumas pessoas – como ocorreu após o vazamento de autoridades brasileiras.
A promessa do app é não compartilhar esses dados com terceiros, mas assim como qualquer empresa há riscos de invasões cibernéticas, ainda que sejam remotas.
Eles também afirmam que não possuem vínculos com redes de anúncios e que não irão usar as informações para fins publicitários.
“O Telegram só pode ser forçado a entregar dados se um assunto for grave e universal o suficiente para passar pelo escrutínio de vários sistemas jurídicos diferentes em todo o mundo. Até hoje, divulgamos 0 bytes de dados de usuários para terceiros, incluindo governos”, escreve o aplicativo em sua documentação oficial.
Com discurso centrado na liberdade de expressão, o Telegram não tem representações em outros países além de Dubai.
No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tem conseguido contato para enquadrar o app no regramento da Justiça Eleitoral para a campanha das eleições de 2022, por exemplo.
Saiba mais no podcast “O Assunto”:

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