‘Prévia’ do PIB do Banco Central indica crescimento de 0,6% em julho

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Segundo a instituição, esse foi o segundo mês seguido de crescimento do indicador, que apresentou desaceleração. Na parcial do ano, alta foi de 6,8% e, em doze meses até julho, expansão somou 3,26%. O nível de atividade da economia brasileira registrou alta pelo segundo mês seguido em julho, embora tenha apresentado desaceleração, segundo números divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Banco Central.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,60% em julho, na comparação com o mês anterior. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes.
Apesar de ter registrado alta, houve desaceleração (crescimento menor) na comparação com o mês anterior. De maio para junho, segundo o BC, houve uma crescimento de 0,92% na prévia do PIB.
Na comparação com julho do ano passado, informou o Banco Central, o indicador teve crescimento de 5,53%.
Ainda de acordo com o Banco Central:
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, o índice de atividade econômica registra expansão de 6,80% – sem ajuste sazonal.
Já em 12 meses até julho de 2021, houve alta de 3,26% – também sem ajuste sazonal.
Pandemia e ruídos políticos
O resultado do nível de atividade acontece em meio à pandemia da Covid-19, que começou a atingir a economia de forma mais intensa em março do ano passado.
Neste ano, com o avanço da vacinação e queda do distanciamento social, a economia vem registrando um patamar mais alto de expansão.
Entretanto, o ritmo de crescimento tem sido impactado, nas últimas semanas, por ruídos políticos e dúvidas sobre as contas públicas.
O mercado aguarda uma definição sobre como o governo vai custear a expansão do Bolsa Família em 2022, e também assiste ao desenrolar de tensões políticas – após o presidente Jair Bolsonaro ter dado declarações golpistas no feriado de 7 de setembro e depois recuado.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu na semana passada que o “barulho político” dos últimos dias poderá afetar o ritmo de crescimento da economia brasileira, gerando uma desaceleração. Analistas têm revisado para baixo a expectativa de crescimento em 2022.

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