Vítimas de vazamento da Equifax terão que justificar pedido de indenização em dinheiro

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Opção só deve ser usada por quem já possui serviço de monitoramento de crédito. Vítimas podem optar entre serviço de monitoramento de crédito ou indenização de US$ 125, mas só se buscarem esse direito
Dado Ruvic/Reuters
Os consumidores norte-americanos que tiveram seus dados comprometidos no vazamento da Equifax e optaram por receber a indenização em dinheiro, inicialmente calculada em US$ 125 (cerca de R$ 500), terão que comprovar que eram assinantes de um serviço de monitoramento de crédito na data do pedido para justificar a escolha.
Pelo acordo firmado entre os consumidores, o governo dos Estados Unidos e a Equifax, as vítimas poderiam optar entre uma indenização em dinheiro ou um serviço de monitoramento de crédito. O prazo do serviço oferecido varia conforme o perfil da vítima. Quem era menor de idade na época do vazamento, por exemplo, terá direito a monitoramento por mais tempo.
O monitoramento de crédito acompanha o histórico de crédito e movimentações ligadas ao nome da pessoa para identificar golpes e permitir que o consumidor limpe seu nome. Esses serviços são normalmente oferecidos para vítimas de vazamentos de dados, já que ajudam a impedir o abuso das informações expostas para a contratação de serviços ou empréstimos fraudulentos.
O governo dos Estados Unidos já havia publicado um alerta aos consumidores para explicar que não tinha dinheiro para pagar todas as indenizações solicitadas e incentivou os consumidores a abdicar do dinheiro e a optar pelo serviço de monitoramento de crédito.
Como o valor total reservado para as indenizações foi fixado no acordo, ele terá que ser dividido entre todos os solicitantes e cada consumidor poderia receber um valor bem menor que o previsto — podemos chegar a menos R$ 1 por pessoa.
Para reduzir o número de beneficiários, a indenização em dinheiro agora só estará disponível para quem contratou um serviço de monitoramento de crédito antes da data do pedido da indenização.
A administradora dos fundos do acordo está enviando e-mails aos consumidores solicitando algum comprovante de assinatura de serviço de monitoramento de crédito e disponibilizou uma página para que consumidores informem o nome do serviço de monitoramento de crédito que possuem.
A página também permite que o consumidor altere sua escolha e opte pelo monitoramento de crédito.
Entenda o vazamento da Equifax
A Equifax é um birô de crédito e, como tal, comercializa informações sobre consumidores para que as empresas saibam quem é bom pagador e quem está com o nome sujo. Em 2017, a companhia anunciou que hackers invadiram parte de sua infraestrutura de tecnologia para roubar dados referentes a cerca de 147 milhões de norte-americanos. Os consumidores iniciaram um processo contra a empresa, exigindo indenização.
Em julho, a companhia propôs um acordo de R$ 2,6 bilhões para encerrar as ações na Justiça. Conforme a proposta, os consumidores poderiam optar por uma indenização de até US$ 125 (R$ 475) ou dez anos de serviço de monitoramento de crédito, além de ressarcimento por danos e prejuízos oriundos do vazamento.
No entanto, apenas R$ 1,6 bilhão do total seriam destinados às indenizações. Além disso, o acordo previa que menos de 5% das vítimas buscariam seus direitos.
Mas a Federal Trade Commission (FTC), um órgão do governo americano, explicou que o montante reservado às indenizações é só uma parte desse total, estando limitado a US$ 31 milhões.
Nesse cenário, a FTC sugere que os consumidores optem pelo serviço de monitoramento de crédito. Esse serviço, além de ter um custo de centenas de dólares quando adquirido no varejo, acompanha um seguro contra roubo de identidade e auxílio para regularizar a situação do nome em caso de uso indevido dos dados.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr
Ilustração: G1

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