Argentina cumpre meta fiscal acordada com FMI no 1º semestre

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Governo teve superávit primário acima do estipulado pelo banco, que emprestou dinheiro ao país para tentar conter crise. A Argentina registrou, no primeiro semestre de 2019, um superávit fiscal primário de 30,221 bilhões de pesos (US$ 719 milhões), acima dos 20 bilhões de pesos estabelecidos pelo FMI, anunciou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne.
No período janeiro-junho, o superávit fiscal primário (anterior ao pagamento da dívida) mostra um forte contraste frente ao resultado do primeiro semestre do ano passado, quando o país registrou um déficit primário de 105,825 bilhões de pesos (US$ 2,519 bilhões).
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O resultado do semestre não foi afetado pelo déficit primário de junho 6,598 bilhões de pesos (157 milhões de dólares), 88,4% menor que no mesmo mês de 2018, em termos relativos, informou um comunicado à imprensa.
Em maio, o superávit tinha sido de 25,974 bilhões de pesos e em abril de 499 milhões de pesos.
“É a primeira vez em oito anos que o setor público nacional não financeiro tem um primeiro semestre com superávit”, informou.
Junho é o 24º mês consecutivo em que a receita total cresceu mais do que os gastos primários (69% contra 37%), informou o ministro.
“É a décima meta fiscal consecutiva que o governo nacional cumpre”, celebrou Dujovne na coletiva de imprensa.
Ele afirmou que o governo previu para 2019 um déficit fiscal de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e que a meta fiscal para o terceiro trimestre de 60 bilhões de pesos.

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