Trump diz que aplicará mais tarifas à China caso não se reúna com Xi Jinping no G20

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Em entrevista ao canal CNBC, presidente americano afirmou acreditar que a China aceitará fazer um acordo comercial ‘porque eles precisam fazer’. Donald Trump conversa com jornalistas na Casa Branca, no sábado (1).
AP Photo/Evan Vucci
O presidente americano, Donald Trump, informou nesta segunda-feira que foi “programado” um encontro entre ele e o mandatário chinês Xi Jinping à margem da reunião do G20 no Japão, advertindo que imporá mais tarifas caso o encontro não aconteça.
“Sim, faria isso”, disse Trump em uma entrevista ao canal CNBC, respondendo se poderia impor mais tarifas caso Xi não compareça ao encontro no Japão no final de mês.
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Em um momento de disputas comerciais entre ambos os países, Trump disse que a reunião estava “programada” e afirmou acreditar que Xi participará, enquanto que um porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês informou que “ainda não há” informação sobre um encontro entre os mandatários.
A cúpula de Osaka do G20 ocorrerá entre 28 e 29 de junho.
O presidente afirmou na entrevista que acredita que a China aceitará fazer um acordo comercial com os EUA “porque eles precisam fazer”.
Em maio, Trump elevou a 25% as sobretaxas às importações chinesas avaliadas em US$ 200 bilhões e ameaçou com medidas similares o resto dos produtos do país asiático caso não chegue a um acordo com Xi no G20.
As negociações desmoronaram no início de maio, e os EUA acusaram os chineses de recuar de compromissos já assumidos. Nenhum encontro cara a cara foi realizado desde 10 de maio, quando Trump elevou a 25% as sobretaxas às importações chinesas avaliadas em US$ 200 bilhões – aumento que havia adiado após a reunião da cúpula do G20 na capital argentina.
Desde então, uma retórica agressiva e ameaças comerciais entre os dois países aumentaram constantemente, especialmente depois que os EUA impuseram sanções rígidas à Huawei, a maior empresa de equipamentos de telecomunicação da China.
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Trump também disse que as disputas sobre a gigante de tecnologia chinesa Huawei Technologies podem ser tratadas no âmbito de qualquer acordo comercial dos EUA com a China.
O presidente americano também criticou de novo o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) por subir as taxas de juros quatro vezes em 2018 ao apontar que afeta a capacidade de negociação com Pequim.
“Claro, não me escutaram porque cometeram um grande erro: elevaram as taxas de juros rápido demais”, disse Trump, ao indicar que, por outro lado, a China esteve injetando dinheiro para estimular a economia. “Não se pode esquecer: o presidente do banco central na China é o presidente Xi e pode fazer o que quiser”, ressaltou.
Ao longo deste ano, o banco central dos EUA manteve sem mudanças o preço do dinheiro e garantiu que continuará com um enfoque “paciente” no que se refere à política monetária. O próximo encontro do Fed será realizado entre 18 e 19 de junho.

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