Mais dois escritórios dos EUA entram com ação coletiva contra Vale

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Vale enfrenta um total de nove processos coletivos abertos por escritórios americanos, segundo o Valor Online. Dois escritórios de advocacia dos Estados Unidos anunciaram que entraram com ações coletivas contra a Vale em busca de ressarcimento de prejuízos causados a investidores, após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG). As informações são do Valor Online
A Brower Piven informou na sexta-feira (1) que abriu uma ação contra a mineradora brasileira, acusando a empresa de não avaliar corretamente os riscos e os danos que o rompimento da barragem poderia ter, além de ter programas inadequados para mitigar as consequências de um acidente.
No mesmo dia, o escritório Kessler Topaz Meltzer & Check informou que entrou com uma ação coletiva contra a Vale na Corte Distrital dos Estados Unidos do Distrito Leste de Nova York, exigindo ressarcimento pelo acidente. A ação alega que a Vale divulgou informações falsas ou enganosas sobre a segurança da barragem. Poderão participar do processo investidores com posição em papéis da Vale até o dia 29 de março.
Com estas duas ações, a Vale enfrenta um total de nove processos coletivos abertos por escritórios americanos, segundo o Valor Online. Além deles, outras três bancas informaram que abriram investigações para avaliar a possibilidade de entrar com medidas jurídicas contra a companhia.
No último dia 28, o escritório de advocacia americano Bronstein, Gewirtz & Grossman anunciou a abertura de investigação privada coletiva.
A investigação busca averiguar se a Vale e diretores violaram leis federais dos Estados Unidos. E pretende reunir acionistas da mineradora que se sentiram lesados pelo episódio, caso queiram mover um processo contra a empresa.
O escritório cita a queda de mais de 8% registrada pelos recibos de ações (ADRs) da Vale na sexta-feira, na Bolsa de Valores de Nova York, além do bloqueio de US$ 1,3 bilhão para o pagamento de indenizações, com a possibilidade de mais recursos serem congelados.
Na semana passada, um escritório de advocacia entrou com ação contra a Vale e executivos da companhia nos Estados Unidos, sob alegação de que a mineradora mentiu ou omitiu informações sobre suas operações dos investidores, causando a eles enormes perdas financeiras após o rompimento de uma barragem. A ação foi ajuizada no distrito de Brooklyn, Nova York, na noite de segunda-feira (28), segundo a Reuters.
Em petição em nome de Bryan Rauch, o escritório The Rosen Law Firm pediu que o processo seja declarado uma “class action” e que a firma de advocacia possa liderar a ação em nome de outros investidores que se sentirem lesados.
A ação pretende representar pessoas ou instituições que compraram valores mobiliários da Vale entre 13 de abril de 2018 e 28 de janeiro deste ano.
São alvos do processo tanto a Vale quanto o presidente-executivo da companhia, Fabio Schvarstman, e o diretor financeiro, Luciano Siani.
“Como resultado de atos ilícitos e omissões dos réus, e da queda abrupta no valor de mercado das ações ordinárias da companhia, o autor e outros membros da classe sofreram perdas e danos significativos”, alegaram os advogados.
A ação tem como base declarações da Vale à reguladora norte-americana, a SEC, por meio dos formulários 20-F e 6-K, apresentados em 2017 e 2018, nos quais a Vale afirmou que monitora e inspeciona suas barragens.

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