Após investida da Geely, dona da Mercedes aplicará US$ 2 bilhões com chinesa BAIC

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Montante será para uma fábrica de ponta na China. Chinesa Geely anunciou que comprou quase 10% de ações da Daimler na última sexta. Mercedes-Benz Classe A
Divulgação
A Daimler e sua parceira chinesa BAIC pretendem investir quase US$ 2 bilhões em uma fábrica de ponta na China, reforçando sua relação enquanto a rival Geely fez uma investida surpresa na fabricante de automóveis alemã.
As duas investirão mais de 11,9 bilhões de Iuans (US$ 1,88 bilhão) na modernização da fábrica para construção de carros premium Mercedes-Benz, incluindo veículos elétricos, disse a BAIC em uma apresentação na Bolsa de Valores de Hong Kong na sexta-feira, que foi confirmada pela Daimler no domingo.
O presidente-executivo da fabricante de automóveis chinesa Geely disse na noite de sexta-feira que havia comprado quase 10% de ações da Daimler, em uma aposta de US$ 9 bilhões para acessar a tecnologia da dona da Mercedes-Benz.
A medida representa um desafio à Daimler, que, bem como sua parceria chinesa com a BAIC Motor Corporation, possui uma aliança industrial para desenvolver carros e caminhões com a Renault-Nissan, que possui 3,1% de ações da Daimler.
O presidente-executivo da Geely, Li Shufu, que acumulou silenciosamente uma participação de 9,7%, deve agora se encontrar com executivos da Daimler em Stuttgart na segunda-feira, disse uma fonte familiar à questão, e espera se encontrar com autoridades governamentais alemãs em Berlim.
Sua abordagem contrasta com a de investidores anteriores da China em companhias de tecnologia da Alemanha –tais como a Midea, que comprou a Kuka ou a Weichai, que comprou uma grande participação da Kion –que tenderam a se dedicar a longas consultas com os acionistas.
Berlim afirmou não ver necessidade de tomar nenhuma ação sobre a compra da Geely, seja em termos de regras da concorrência ou de regras de investimento estrangeiro.
“É uma decisão da empresa”, disse um porta-voz do governo.
“Devido ao caráter do investimento como participação minoritária, não há necessidade de agir.”
O governo se recusou a comentar uma reportagem do tablóide alemão Bild am Sonnntag de que Li visitaria a chancelaria alemã para uma “reunião secreta” com o conselheiro econômico de Angela Merkel na terça-feira.
A Daimler também se recusou a comentar sobre eventuais reuniões com Li.

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